Olinda, primeira capital brasileira da cultura

Ola! Eu sou maria de Andrade, professora, pesquisadora, escritora e poeta. Caminha em uma rua para minha é muito mais que isso. Quando ando por uma rua, pergutas e epifanias se aglomeram em meu ser. Assim, viajar para minha é muito mais que um ato de conhecer. É o momento de inspirar! Resolvi criar esse blog para registrar as minhas inspirações e compartilhar meus sonhos de conhecer. Nada mais justo do que começar a minha jornada como blogueira de viagem no lugar onde minhas próprias raízes foram fincadas: nas ladeiras históricas de Olinda.


Caminhar por aqui é uma experiência sensorial completa. O charme da cidade te abraça logo nos primeiros passos pelo Sítio Histórico. As fachadas dos casarões seculares, com seus azulejos portugueses e tons vibrantes de amarelo, azul e terracota, parecem saídas de uma pintura. Cada esquina revela uma igreja imponente, como o Mosteiro de São Bento ou o Convento de São Francisco, guardando séculos de história em detalhes barrocos e altares folheados a ouro.

Mas Olinda não é feita só de pedra e cal; ela respira cultura viva. O som do maracatu e do frevo parece ecoar no paralelepípedo mesmo fora da época do Carnaval. Arte urbana, ateliês de artistas plásticos abertos para a rua, e o ritmo acolhedor dos moradores fazem a gente se sentir parte da comunidade instantaneamente.





E quando a caminhada cansa, a recompensa vem em forma de paisagem. Subir o Alto da Sé é um ritual obrigatório. De lá do topo, o contraste entre o verde das copas das árvores, o casario colorido, o mar infinito e os arranha-céus da vizinha Recife ao fundo cria um dos horizontes mais bonitos do Brasil. Assistir ao pôr do sol ali, com uma tapioca quentinha na mão e o vento do atlântico no rosto, é a definição exata de poesia visual.

Se a arquitetura e as vistas encantam os olhos, é pela boca e pelos ouvidos que Olinda ganha definitivamente o nosso coração.

A gastronomia daqui é um capítulo à parte na viagem. Além da famosa tapioca do Alto da Sé — recheada com bastante queijo coalho e coco ralado no capricho —, a cidade nos convida a desacelerar em almoços sem pressa. Pratos como a carne de sol com macaxeira bem macia, a peixada pernambucana regada ao molho de coco e o tradicional arrumadinho são verdadeiras abraços em forma de comida. Para fechar, nada supera uma fatia do autêntico bolo de rolo acompanhada de um café fresquinho no meio da tarde.

Maracatu Nação Camaleão e Grupos de Baque Virado
Onde acontece: Praça do Carmo e Praça de São Pedro.
O clima: O batuque pesado dos tambores e alfaia ecoa no final da tarde, atraindo multidões que acompanham o ritmo e as danças dos cortejos.
Samba de Coco e Cocos de Roda
Onde acontece: Alto da Sé e no Pátio de São Pedro.
O clima: Grupos tradicionais como o Griam de Olinda ou rodas abertas formam círculos onde moradores e visitantes dançam ao som do tamanco de madeira batendo no chão.
Pitombeira dos Quatro Cantos e Elefante de Olinda (Troças Carnavalescas)
Onde acontece: Concentração nos Quatro Cantos (encontro da Rua do Amparo, Rua de São Bento e Rua das Boninas) ou na Praça do Amparo.
O clima: As tradicionais orquestras de frevo sopram os metais e fazem o público subir e descer as ladeiras no passo do frevo.
Batuques do Sambadeiras
Onde acontece: Largo do Bonsucesso ou Praça do Carmo.

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